Faz duas semanas que eu chego no Brasil e eu já estou adorando. Eu estudo em Chicago, uma cidade com muito vento, nuvens, e neve, então o clima aqui é uma mudança boa para mim. Eu também gosto muito da comida. Eu comeria arroz e feijão todo dia para o resto da minha vida se eu pudesse. Além dessas coisas maravilhosas, porém, eu também estou achando algumas coisas difíceis entender. Quero dizer que há algumas coisas, não especificamente sobre a cultura (eu também gosto da atitude relaxada e tal daqui...) que fazem adaptando aqui mais difícil.

Eu sabia que a estrutura de universidades aqui era diferente do que as nos estados unidos. Em vez de ter um foco numa educação de artes liberais, cursos aqui são muito específicos—você só tem aulas que relacionam ao seu “major”. Aqui também existe “fases”, tipo uma sala de por 40 pessoas que entraram na universidade no mesmo semestre. Você estuda com essas pessoas para o tempo inteiro, então dá para conhecer a gente na sua sala muito bem, e não demora muito tempo para todo mundo se conhecer e ficar amigos. Então, eu estou fazendo quatro disciplinas aqui—duas do curso de jornalismo e duas de cinema. Eu entrei com a primeira fase de jornalismo, então todo mundo ainda não se conheceu muito e as pessoas me fizeram sentir muito bem-vinda. No outro lado, eu entrei na terceira (ou quarta, não posso lembrar agora.) do curso de cinema, então muitas das pessoas já tinham feito amigos com os outros alunos. É muito difícil entrar numa sala onde todo mundo já se conhece bem e tem piadas e tal junto. Então minha primeira semana aqui, eu realmente sentia como a “menina nova”. MAS eu também tinha meu tutor Italo (quem ficou um grande amigo meu já) que me ajudou com tudo! Ele me ajudou navegar pelo campus, e também me levou para algumas festas com os amigos dele. Então agora eu sinto que eu conheço muitas pessoas e tem uma rede de contatos que posso utilizar se eu precisar de alguma coisa.

Eu também estou gostando muito da minha família aqui. Eu tenho uma “irmã” que tem 23 anos que é super simpática. Minhas malas foram perdidas em trânsito quando eu cheguei aqui e eu estava preocupada, triste, brava, tudo. Então ela me falou, “Vamos à praia!” e tudo deu certo de verdade. Eu só precisava do sol! Eu também tenho um “irmão” de 18 (talvez 19) anos que gosta muito de surfar. Ele me prometeu que ia me ensinar antes de eu ir embora. Minha “mãe” aqui me faz sorrir! Ela é muito engraçada e sempre está fazendo piadas comigo. O nome do meu cachorro aqui é “Cyndi” e levou duas semanas para ela acostumar a mim, mas agora nós somos muito amigos. E eu estou tão feliz que eu tenho uma família aqui—fez o processo de transição mais fácil.

Agora, eu estou entrando na minha quarta semana aqui. Eu já fiz meu matricular, registrei com a Polícia Federal, e tal, então eu espero que esta semana eu possa conhecer mais gente e começar a entender a cultura brasileira sem preocupações. Tenho certeza que será tão boa que as outras! (Melhora até!)

Aqui é uma foto de eu e meu tutor, Italo.